Porque penso? Porque sinto? Porque respiro, quando já estou morto?
Talvez este calvário seja minha cruz eterna, como cada prego cravado em minha alma, eu sofro as maiores das dores...
Grito, esperneio.. olho à minha volta e não encontro ninguém. Pois assim seja, ficarei para sempre fechado num buraco frio e escuro cavado pelo tempo. Eu farei meu funeral, eu chorarei por mim.. até ao dia em que estenderei minha mão para o céu e Deus não a agarrará, caindo então pela terra do esquecimento e sendo comida pelos assombros dos rugidos dos outros...
4.8.05
O pequeno masuquista
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4 comentários:
Haverá sempre alguém a segurar e acariciar a tua mão, eu sei que sim. E talvez não seja necessário que a estendas... basta que não a escondas :)
"até ao dia em que estenderei minha mão para o céu e Deus não a agarrará" gostei muito de ler esta frase...apesar de esperar que nada assim, nunca aconteça...se ele não agarrar deixa estar...agarro-a eu :p
"caindo então pela terra do esquecimento"
para ti...
"Deixa que a memória
Seja o lugar que esqueceste
E vem sem voltar"
"Num buraco frio e escuro" não ficarás com toda a certeza. Porque iremos até lá, por muito fundo que estejas, acenderemos uma ou duas velas e iluminamos e aquecemos tudo num instantinho só para ti! ;)
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