30.1.09

Cada estrela no céu erguida é um corpo
sobre a terra caído.
Uma estrela é uma rosa de fogo líquido
que oculta ao brilhar a pedra baça
dum cadáver.
As vozes cobrem o silêncio da terra.
E as vozes são as estrelas que ascendem
ao entardecer.
A putrefacção do dia revela as estrelas
como um corpo apodrecido revela os sonhos..
Um corpo que dorme é como um corpo morto
e por isso um cadáver liberta sempre astros
ou devaneios.
Vejo ao entardecer as estrelas que sobem
e os corpos que caem.
Os corpos são os cadáveres que dormem
e as estrelas os sonhos que partem.
Cada alma é um corpo duplo
que em vez de sangue tem luz.

A luz é sangue enxuto.
A noite é uma hiena putrefacta
que revela uma abóbada luminosa de ideias.
Cada homem sepultado
é no céu um deus iluminado
porque os deuses morrem
quando os homens se levantam.

António Cândido Franco

20.1.09

12.1.09

"Poema para Galileo"



Para comemorar o Dia Nacional da Cultura Científica - uma data que assinala o nascimento de Rómulo de Carvalho, o professor-cientista-poeta que adoptou o pseudónimo literário de António Gedeão -, 35 cientistas portugueses aceitaram o desafio do PÚBLICO e leram o "Poema para Galileo", de António Gedeão.

11.1.09

(ultimamente) O que me cativa o Ouvido





(ultimamente) O que me cativa o Ouvido

e claro : TORI AMOS (vem envelhecendo comigo)!!!....

3.1.09

Sister Janet