Numa noite quente e chuvosa de Agosto, dei-me conta que detesto ficar sozinho... assombrado pelos medos que tanto me ferem tento não pensar em nada, mas este vento aguçado demais lima cada aresta de minha alma, libertando-se de novo o baú hà muito fechado por minhas mãos... outrora sangrentas para sequer sentir o túmulto esvaído por meus olhos quebrados. Escapa-se-me a alma de lá do fundo onde a escondo do mundo, e num canto escuro deixo cair a primeira lágrima, que escorrendo por meu rosto repousa em meus lábios, amarga e pesada demais deixo-a ficar...
2 comentários:
Tens muitas companhias, que também elas, estarão, com certeza, disposta a secar contigo essas lágrimas que pesam e que amagam :)
lembro-me muito bem destas palavras...através da memória do coração elas renascem em mim!e deixam-se estar, pesadas permanecem...tal como essa lágrima em teus lábios rubros!mas tal como o vento é teu escultor deixa-o (e não só ele) depositar no lugar da lágrima, que se espera efémera, um sorriso duradouro :)
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