Trago em mim o mais estúpido de todos os sentimentos.. dói-me tanto que nem consigo suspirar... apetece-me gritar até sentir de novo meu corpo. Ando por entre cemitérios à procura de minha sepultura.... fria e húmida encontro meu transporte para o além de tudo e de todos... Meu olhar hà muito se perdeu por entre nuvens carregadas de raiva, ódio e confusão.
Passeio-me com a Lua no rosto, ando mas estou parado e vejo tudo, TUDO... meu Deus como isto se entranhou em mim, sinto-o em cada parte de meu corpo, estou farto de mim, estou farto de vêr no espelho o estranho que me julga da maneira mais cruel e impiedosa, quando isto acaba? Quando acabará? Quando morrer....
Morte vem até mim e acaba com tudo, estou farto de não me sentir verdadeiramente a ser. Crio-me para depois me destruir... e as pessoas?.. Essas?... apenas assistem ao meu desabar de personagens como se de um espectáculo tratasse.. pois a sessão acabou. A verdadeira pessoa é aquela que se retira com dignidade, e sem olhar para trás esfuma-se por entre céus vestidos de negro ...
19.7.05
Exasperação
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2 comentários:
“trago em mim o mais estúpido de todos os sentimentos”… não há sentimentos estúpidos… alguns podem parecer-nos ridículos por os olharmos de fora, só com os olhos da mente…sem razão! mas no fundo, quando o sentir é desmesurado a razão não cabe…
“passeio-me com a Lua no rosto”…gostei de ler e de assim te imaginar: com a lua no rosto
“crio-me para depois me destruir”… talvez devêssemos manter-nos fiéis a um só papel… e destes dois murmuro baixinho o ideal pra ti…
boa noite megalografia... tive vontade de deixar isto aqui depositado... o pó da noite talvez o apague...e será descoberto (quem sabe) pela manhã... e que a exasperação de hoje se cubra de pó...e dê lugar ao teu aspirante sorriso de amanhã
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